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Tempo

Nos anos 2000, enquanto meditava, recebi algumas informações sobre o tempo. Vou tentar transcrevê-las conforme o meu entendimento na época:


O tempo é uma concessão. Quando estamos alinhados com a nossa missão, abre-se uma janela temporal que nos permite realizar aquilo que queremos. O tempo, então, é uma dádiva de Deus.


A ansiedade nasce justamente quando negamos ou desprezamos essa concessão divina.


Lembro-me de folhear, na época, um livro sobre Mônadas que tinha um capítulo inteiro sobre o tempo. Ele explicava que o presente é o único ponto que separa o passado do futuro. Gostaria muito de ter esse livro hoje para reler com a consciência que tenho agora.


É como viajar de trem de norte a sul: vamos sentados à janela, apreciando a paisagem que passa. Não percebemos o movimento de translação nem de rotação da Terra, nem o deslocamento do sistema solar, muito menos os movimentos maiores do Universo. Como tempo e espaço estão intrinsecamente ligados, nossa compreensão do tempo ainda é muito limitada. Só teremos uma noção mais ampla à medida que nossa consciência se expandir.


Dentro da visão linear que nos foi ensinada, não é possível mudar o passado nem antecipar o futuro. Mas os amigos espirituais sempre disseram que essa é apenas uma forma simplificada de explicar. Na verdade, passado, presente e futuro estão todos à nossa frente simultaneamente, e nós somos agentes transformadores de tudo. Quando alteramos o presente, passado e futuro se recompõem num novo “é”. Tudo simplesmente “é” — e passa a ser um novo “é” pela nossa transformação.


Minha interpretação atual disso é a seguinte: se transformo uma atitude hoje, no presente, o passado também se modifica. Quando mudo um padrão interno, acontece uma reorganização fantástica em toda a minha linha de existência. E, como tudo está conectado a tudo, se outra pessoa processa essa reorganização — no presente, no passado ou no futuro —, eu também sou atingido e transformado.

 
 
 

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